quinta-feira, dezembro 30, 2010

Final de ano

"Restart and re-boot yourself

You´re free to go

Shout for joy if you get the chance

Password, you enter here, right now

You know your name so punch it in

Hear me, cease to speak that I may speak

Shush now

Then don´t move or say a thing"

("Unknown Caller", U2)

2010 foi um ano legal. Depois de ouvir com atenção minha querida Sacerdotisa (denominada "Voz Interior" no tarô Zen) , entendo que quando paramos e deixamos de escutar anos de condicionamento (pais, amigos, sociedade, gatos, cachorros, etc.), quando ficamos no silêncio e curtimos nossa própria companhia, conseguimos escutar nossa voz interior, nossa verdade, o que queremos realmente e não o que os outros querem que façamos.
Eu sempre fui devagar quase parando pra tudo e sempre achei engraçado a preocupação que as pessoas têm em fazer tudo pra ontem, tudo na pressa, na correria e se acham muita coisa porque são multitarefa, mas são poucas as que sabem quem são realmente além do emprego que têm, do estado civil, da função familiar e dos bens que possuem.
Pra 2011 eu quero, definitivamente, ficar no centro da Roda. Quanto mais agitação, preocupação, mais saio do eixo e vou seguindo para o onde o destino me leva sem ter consciência das mais pequeninas tarefas do cotidiano, fazendo por fazer, fazendo porque os outros fazem e se eu não fizer “não estou acompanhando o mundo”. Oras, que me interessa o mundo... Já dizia nosso amigo Jay-C: o mundo jaz sob o poder do iníquo. Isso tudo passa, isso tudo é ilusão. Vou me divertir, curtir futilidades, claro, mas tenho que ter discernimento para perceber quando não estou escutando mais minha própria voz e apertar o botão "restart and re-boot yourself", porque eu sei quem sou e para onde vou.
Que venha 2011, o ano do Imperador.

terça-feira, dezembro 28, 2010


Sabe o que é, sei lá, às vezes sou tão imbecil, tão idiota.
E sou muito mal-interpretada.
Eu não sou fria, distante, psicopata. Só gosto de dar espaço e liberdade pra quem eu gosto. Não gosto de ser vista como incoveniente, daí eu não ficar enchendo o saco dos outros, impondo minha presença, sabe. Mas mesmo de longe eu gosto das pessoas.

Juro que sou boazinha, não mordo e aprecio muito ajudar o próximo.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Tô nervosa, vou beber!

Quero que passe logo esse nervosismo, essa ansiedade, estou com medo de fazer cirurgia, estou com medo do que possa estar deixando meu organismo em colapso, aaaaaiiiiii, socorro!

sábado, dezembro 25, 2010

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Natal

Não gosto de Natal. Não consigo ter prazer em ficar o dia inteiro preparando comida, arrumando casa, isto depois de passar a semana anterior correndo para comprar presentes. Tudo isso me cansa, me dá fadiga, uma preguiça...
Este ano não fiz nada disso. Ficarei em casa, como qualquer outro dia. Não moro com uma família modelo, não gosto de ficar fingindo coisas que não existem, portanto, nada de árvore de Natal, presépio, luzinhas enfeitando a casa e o escambau. Nunca me senti como um casal, quase sempre sou excluída de decisões importantes, então liguei o foda-se.
Nada de chamar parentes ou ir até eles. Nada de ficar fazendo diplomacia.
Não vejo a hora de fugir para as montanhas... Chega logo, 2011!



quinta-feira, dezembro 23, 2010

A Lua e Eu


Aproveitando o final de ano para arrumar armários, acabei deixando tudo para trás para reler diários e agendas antigos.
Quando eu era criança eu costumava ter diários, desses que vinham com cadeado e folhas coloridas. Como quase tudo que eu falava era visto como fantasia ou sem importância, me acostumei a escrever e guardar tudo para mim mesma. Depois, na adolescência, a moda era escrever em agendas, fazer colagens e colocar tudo e qualquer coisa na bendita para que ficasse eternizado lá: o dia de um passeio feliz com as amigas, o ingresso de um show, coisas assim. Relendo minha agenda de 1991 descobri que colei um adesivo de absorvente para marcar o dia da minha primeira menstruação! 10 de setembro de 1991, coincidentemente numa lua nova, mesma lua do meu nascimento. Engraçado que na época eu nem sabia desse negócio de Lua Branca e Lua Vermelha, mas gostava de observar em qual fase da lua eu menstruava, acredito que já era um instinto "bruxórico", rs rs rs!
Eu, nas minhas "viagens na maionese", acabei relacionando Lua-diário-memórias-anotações com minha Lua Natal em Gêmeos, conjunta a Mercúrio (em Touro) e ao Sol. Como escrevi acima, sempre gostei de escrever e depois de um tempo reler, praticamente revivendo aquele momento descrito. Minha Lua rege a quarta casa, que representa as raízes, a mãe, o ambiente familiar, ancestralidade, daí o meu gosto de resgatar o passado, tanto o meu quanto da minha família.
Até hoje tenho o hábito de manter um caderno para meus escritos, onde escrevo tudo: sonhos, jogos de tarô e de outros oráculos, minhas alegrias (que faço questão mesmo de registrar pois não são muito frequentes), angústias, fatos engraçados... E eu não consigo jogar fora nenhuma agenda minha, meus diários infantis foram jogados fora, mas desde 1991 todas as minhas agendas (a última utilizada como diário foi em 2000) estão guardadas.
Fiquei os últimos meses na Lua Branca, agora adentro uma fase de Lua Vermelha que, creio eu, durará até fevereiro quando um novo ciclo de Lua Branca recomeçará. O que acho interessante é que esta fase de Lua Vermelha coincide com minha fase de cuidar mais dos meus próprios interesses. Escolhi janeiro para dar prioridade aos cuidados com meu corpo e investir mais no meu trabalho e do nada, booooomp, caí na Lua Vermelha este mês.
Agora é curtir meu momento, aproveitar este ciclo para cuidar mais de mim.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Estou muito aborrecida. Não sei se estou errada em ser assim, mas dou mais valor à coerência do que somente a palavras. Acredito que por ser uma pessoa que ouve mais do que fala, minha atenção é focada na atitude. Cresci num ambiente onde as pessoas não falavam "eu te amo" a toda hora, mas tinham atitudes que me deixavam plenamente ciente do amor delas.
É muito fácil falar que ama, é muito fácil falar que gosta. Óbvio que é importante ouvir as pessoas, as palavras têm seu peso, mas significam nada para mim quando não estão de acordo com o que a pessoa faz. De que adianta proferir aos quatro ventos que me ama e não dar valor às minhas opiniões, meus desejos, enfim, não percebe quem sou realmente, só quer saber se estou ali, minha presença física, e só.
Estou de saco cheio de falar, falar, falar... Não nasci pra isso, ficar falando para as paredes.
Maaaaaas, não quero saber de mudar ninguém. Incomodados que se mudem e desde o ano passado quem decidiu mudar fui eu. Se as minhas mudanças não estão agradando, já dei meu aviso: é só falar que vou embora. Não serei mais eu quem dará ultimatos, cansei disso. Se até agora não quis se livrar da minha presença, então que me aceite do jeito que sou.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Eu e o cigarro


Eu gosto de fumar.
É o meu momento de meditação quando à noite sento na minha sala, sozinha, acendo meu cigarro e fico a pensar na vida.
Incrível como fico tranquila, em paz. Faz mal à saúde? Claro que faz, como tantas outras coisas também. As pessoas ficam abismadas ao descobrirem, por acaso, que fumo. Acho que elas pensam que pra ser fumante eu teria que acender vários cigarros por dia e impor minha fumaça na cara dos outros.
Como é algo que incomoda e afeta não só minha saúde como de quem possa estar por perto inalando a fumaça, prefiro fumar na minha casa e quando estou sozinha. Fumar para mim é uma espécie de ritual: depois das atividades de um dia inteiro, chega a noite e finalmente estou só, na minha agradável companhia. Muito bom poder ficar comigo, pensar nas minhas coisas, soltar fumaça pra cima, bater as cinzas do cigarro no cinzeiro... No máximo dois cigarros por noite e já me dou por satisfeita. Posso estar fazendo um tremendo mal para meu corpo, mas prefiro meu momento de sossego a ficar ansiosa e pensando um monte de besteira, quase beirando à loucura.
Talvez um dia eu pare, talvez não. Agora, prefiro continuar dando minhas tragadas e baforadas noturnas curtindo minha solitude.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Sorry...




Sei que existem datas importantes pelas quais esperamos receber palavras gentis e gestos amigáveis. Sei que é chato não ser lembrado no dia do aniversário. Mas sei também que existem pessoas mais importantes que datas e que merecem receber boas vibrações sempre, independente de qual dia seja. Caguei no maiô bonito, mas deixo aqui meu pedido de desculpas a uma pessoa bacana que não merecia essa cagada.

terça-feira, dezembro 07, 2010

Sequência dos opostos


Estou numa fase meio doida da minha vida, toda confusa... Resolvi fazer um jogo para saber como devo me comportar diante deste momento e, para isto, escolhi o oráculo da Deusa e um método que vem no livro que acompanha as cartas.
Pois bem. O método é simples, somente 4 cartas.



Primeira carta:Qual é a luz da situação, ou que aspecto precisa ser focalizado?



Nesta posição eu tirei Afrodite. Esta é a deusa do Amor. Ela diz que o que eu devo focar na minha vida é o amor-próprio, o cuidado comigo mesma, até porque a verdade é que nunca me vi com bons olhos, sou sempre a pior de todo o universo e minha auto-estima é baixíssima. Portanto, o oráculo foi direto na ferida.


Segunda carta: Qual é a sombra da situação, ou que aspecto a está criando?



A deusa Vila saiu aqui. Nunca tinha ouvido falar desta deusa e ela é uma deusa européia, protetora dos animais, que se metamorfoseava em vários deles, como cisne, cavalo, pantera, serpente... E nesta posição do jogo, Vila mostra que o que está criando esta situação é minha estagnação, minha falta de flexibilidade para encarnar vários papéis de forma harmônica. Também vejo aqui que como tenho baixa auto-estima isto pode acarretar em querer ser tudo para todo mundo e esquecer minha forma primordial, quem eu sou realmente.


Terceira carta:Qual é a atitude adequada a situação, ou o que pode ser feito?



Erínias, a crise. Tenho que reconhecer que estou com um problema sério e pedir ajuda. É momento de eu pensar em resolver meus problemas através de ajuda externa pois não estou em condições de resolvê-los sozinha.


Quarta carta: Qual é a essência da situação, ou o que precisa ser vivenciado?


Ártemis. Vivenciar Ártemis é uma dificuldade para uma mulher Perséfone, te contar. Ártemis aponta que tenho que suprir minhas necessidades, agir de acordo com o que quero e não com que os outros querem de mim. Preciso de espaço só meu, um momento só que seja.

Resumão: se quer ser amada, acorda Alice, respeite sua individualidade, tenha respeito por si mesma e amor-próprio, resolva seus problemas primeiro e depoooooois pense em ajudar alguém.
Gostei deste oráculo?

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Cartas que se repetem



Esta semana cartas que saíram por dois dias seguidos: O Louco e Cerridwen.
Acho que é mais ou menos : "se joga, filha, larga essas coisas que não servem mais fora, faça algo novo, diferente." Mas cadê serotonina suficiente pra fazer isso?


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Até que enfim, as nuvens deram uma trégua e pude ficar torrando sob o sol!:)

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Preguiiiiiçaaaaaa


Preguiça de tudo. Vontade de deitar e dormir, dormir, dormir...
Não consigo achar graça em nada, então para não dar coice à toa eu queria mesmo era poder dormir bastante e só levantar quando amanhecer um dia bem ensolarado, desses bem quentes mesmo.